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AL prevê "medidas duras" e emendas podem ser comprometidas

Cuiabá - MT, postado em 06.12.2018 às 10:42hs | Fonte: Da redação | Por: Rodivaldo Ribeiro

Como gerir o Estado com o déficit de R$ 1,5 bilhão deixado pelo governo Pedro Taques (PSDB) ao eleito Mauro Mendes (DEM) a partir de janeiro de 2019 foi o principal tema da reunião realizada entre o último e diversos deputados estaduais na manhã desta última quarta-feira (05). A diferença deste para outros anos, disseram os deputados Eduardo Botelho (DEM) e Janaína Riva (MDB), é que agora as coisas estão “às claras, com números reais”.

“O governador demonstrou já ter [qual será] a situação do ano que vem, que vamos entrar com o orçamento com um déficit mais ou menos [desse valor]. E isso sem falar em restos a pagar, é só de contas obrigatórias, repasses aos poderes e salários”, disse Botelho.

Botelho explicou que as dificuldades financeiras obrigarão o Mauro Mendes a negociar muito com a Assembleia, pois “medidas duras terão que ser adotadas, como reestruturações, aumento de arrecadação, cortes de cargos”. Ele citou ainda que precisará ser feito um rearranjo de orçamentos de obras, “além de outras mudanças que ele queira e vai implementar”.

Assim, a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) deveria sair o quanto antes, mas Botelho já adiantou que não vai ocorrer porque não tem tempo. “Faltam duas semanas pro recesso parlamentar e o projeto da nova LOA ainda não foi apresentado pelo Executivo”, explicou, adiantando que sessões extraordinárias podem ser convocadas no mês de janeiro.

Apesar das dificuldades, a deputada Janaína Riva elogiou a atitude de Mauro em abrir conversas antes mesmo de assumir e disse que a AL está aberta ao novo governador. “Estamos dispostos, a partir de janeiro, para trabalhar, aprovar as leis que forem necessárias, pois o governador já sabe que vai precisar muito da assembleia. A maioria dos deputados antigos estará à disposição até que os novos deputados possam tomar posse”, disse Janaina, praticamente repetindo o que dissera Botelho momentos antes.

Os dois também criticaram Pedro Taques indiretamente. Um de maneira mais tácita e a outra de forma mais explícita. Botelho afirmou que “sempre o orçamento foi meio maquiado, fazia uma média só pra empatar e dizia, no final do ano, que tinha R$ 1 bilhão [de receita]. Se for ver o orçamento do ano passado, não se previa débito de 2017 para 2018”. Agora, ele cita que está sendo apresentado um "orçamento real", onde aparece um débito de contas a pagar de R$ 1,5 bilhão? “O que o governador Mauro Mendes quer é isso, que seja realista e mostre os números reais do Estado. Se o orçamento não cobre os custos principais do estado, que se coloque isso”.

A única deputada desta e da próxima legislatura considerou o saldo da primeira reunião bastante positivo. “Não há decisão tomada, mas o mais importante é cada deputado saber a realidade, pois esse déficit inviabiliza qualquer oportunidade de investimentos e isso abrange inclusive as emendas parlamentares”, encerrou.

 

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