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Após reajuste aos poderes, Assembleia quer devolver dinheiro ao Estado

Cuiabá - MT, postado em 04.02.2019 às 17:37hs | Fonte: | Por: Da Redação

Após aprovar aumento para os poderes, exceto Tribunal de Contas do Estado (TCE), os deputados estaduais decidiram que vão se movimentar para devolver parte dos R$ 500 milhões do duodécimo da Assembleia Legislativa ao Governo.

O deputado Max Russi (PSB), eleito na sexta-feira (1º) primeiro-secretário da Mesa Diretora, destacou que vai fazer um trabalho para dar mais transparência aos números da Assembleia Legislativa. Já o novato Faissal Calil (PV) defende que os deputados devolvam até R$ 140 milhões do duodécimo ao Estado.

No entanto, Max - que vai comandar orçamento da Casa – só afirmou que há possibilidade de devolução de recursos para o Executivo, porém, não especificou quanto.

“Queremos chegar ao final do ano economizando recursos para devolver [o dinheiro] por meio de algum investimento. Enfim, alguma contribuição como a Assembleia já deu”, afirmou.

Em 2015, foi o primeiro ano que a Assembleia Legislativa abriu mão de recursos de seu duodécimo. Foram R$ 20 milhões investidos na aquisição de 141 ambulâncias para os municípios. O Estado complementou os recursos dando mais R$ 20 milhões para a compra. A entrega dos veículos ocorreu em 2016.

“A Assembleia vai ajudar o Executivo. Nos últimos quatros anos, o Legislativo teve avanços importantes na transparência. Vamos continuar nessa direção para mostrar de forma mais clara os números. Aquilo que puder ser enxugado, diminuído, colaborando com o Poder Executivo é a forma que a Mesa Diretora vai administrar nos próximos dois anos”, disse Max.

Já Faissal é mais radical em sua proposta e defende um corte profundo nas contas. O parlamentar que cortar até R$ 140 milhões para ajudar o Executivo no pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores do Estado e os repasses para a saúde. 

O deputado do Partido Verde se posiciona contra o aumento de R$ 35 milhões colocados no orçamento da Casa Legislativa para 2019. Destacou que o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) e o Ministério Público Estadual (MPE) precisam economizar recursos e ajudar mais o Executivo neste momento de dificuldade.

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