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TRE cassa mandato de Selma Arruda

Cuiabá - MT, postado em 10.04.2019 às 18:15hs | Fonte: Da Redação | Por: Adilson Costa

Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cassou o mandato da senadora Selma Arruda (PSL) por abuso de poder econômico. O  julgamento, aconteceu já no final da  tarde desta quarta-feira (10). Seis  magistrados acompanharam o voto do relator, Pedro Sakamoto, e por unanimidade, decidiram cassar o mandato. Selma é acusada de caixa dois e abuso de poder econômico nas ultimas eleições.

Além da senadora, foram cassados também seus suplentes, Gilberto Possamai e Clerie Fabiana, ambos do PSL . Todos  ficam a partir de agora inelegíveis por 8 anos. A defesa da senadora, ainda pode recorrer da decisão.

Pedro Sakamoto disse ainda que o Tribunal Regional Eleitoral deve determinar data para as novas eleições. Enquanto isso não ocorre, o desembargador votou para que o terceiro colocado no pleito passado, o ex-vice governador, Carlos Fávaro (PSD), assuma a cadeira no senado federal.

 

A ação

 

O candidato derrotado a senador, Sebastião Carlos (Rede), é o altor da ação contra a senadora Selma. O também derrotado na disputa, Carlos Fávaro (PSD), entrou como litisconsorte, e por isso, também figura como coautor no processo.

 Sebastião Carlos afirma que Selma já dizia à imprensa sua intenção de pleitear um cargo de senadora desde quando ainda era juíza.

Segundo ele, durante o período vedado de campanha eleitoral, Selma contratou a Genius Produções e realizou marketing de campanha antes das convenções partidárias, em cinco de agosto. A contratação da empresa ocorreu em abril.

As ações de Selma violam a legislação eleitoral por praticar abuso de poder econômico. Segundo a ação, foram realizados pagamentos para a Genius por meio de quatro cheques pessoais e transferência bancária durante o período vedado que antecedeu as convenções partidárias.

Segundo denúncia, a senadora teria feito publicidade e contraído despesas tipicamente eleitoral no valor de R$ 1,8 milhão, quitadas com “recursos de origem clandestina”, que não transitaram regularmente pela conta bancária oficial.

 

Outro Lado

 

Através de nota a senadora afirmou que está tranquila com a decisão do TRE e enfatizou que "a tranquilidade que tenho é com a consciência dos meus atos, a retidão que tive em toda a minha vida e que não seria diferente na minha campanha e trajetória política". Disse ainda que respeita a Justiça e vai recorrer às instâncias superiores, para "provar a minha boa fé e garantir que os 678.542 votos que recebi da população mato-grossense sejam respeitados".

 

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